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- EMULSÕES - O PULO DO GATO
Emulsões são sistemas onde um líquido é disperso na forma de pequenos glóbulos em outro líquido, sendo estes dois não miscíveis. Geralmente temos emulsões A/O (água em óleo) ou O/A (óleo em água). A maneira convencional de se preparar emulsões cosméticas é através de um processo que combina o agente emulsionante, calor com agitação. É muito importante estar atento ao ponto de fusão indicado nos laudos ou literaturas técnicas das matérias primas que estamos usando. Temperaturas mais baixas que as indicadas não promoverão a emulsificação, resultando em uma mistura com grumos. Temperaturas mais altas também não são indicadas e podem resultar em emulsões ralas que não atingem a viscosidade desejada. Uma boa dica é deixar a fase aquosa ligeiramente mais quente do que a fase oleosa e verter a fase aquosa sobre a oleosa e não o contrário. Isso deve ser feito sob intensa agitação que deve ser mantida até que se consiga uma emulsão lisa, brilhante e cremosa. Quando estiver quase frio passe a espátula no fundo da panela deixando uma pequena camada da emulsão, ela deve estar completamente lisa, caso apareça algum grumo ou fique com aparência de “areia” reaqueça a panela até a temperatura indicada como ponto de fusão das ceras. Geralmente as emulsões apresentam um brilho quando emulsionadas, por isso, mesmo que pareça lisa, se estiver opaca, o ideal é reaquecer.
- Ativos infantis
Crianças requerem cuidados. E não é diferente com os produtos manipulados para elas! Afinal, as crianças têm a pele mais sensível e são mais propensas a desenvolver alergias. Assim, o ideal é usar produtos que tenhamos segurança tanto em relação à origem, quanto ao destino no meio ambiente e que venham de fornecedores qualificados. Alguns ativos já são clássicos em produtos infantis como a Calêndula e a Camomila. Estas duas plantinhas tem função hidratante, calmante e são indicadas para peles sensíveis. Podem ser usadas na forma de tinturas, extratos glicólicos ou óleos. Outro ativo muito utilizado é o mel que possui propriedades anti-inflamatórias e hidratantes. O uso dos óleos essenciais é permitido, mas é necessário cautela uma vez que o olfato dos pequenos é extremamente sensível e fragrâncias fortes são contra indicadas. O cheiro deve ficar bem suave!! A lavanda é bastante utilizada, principalmente em banhos e massagens no fim do dia, para acalmar e relaxar. O capim limão (ou capim cidreira) apresenta características semelhantes além de ser relaxante muscular. A bergamota é bem indicada também, principalmente para crianças um pouco maiores, ela traz alegria e bem estar. Claro que existem muitos outros ativos que podem ser utilizados, mas recomendamos uma pesquisa intensa antes de criar produtos cosméticos infantis. As bases utilizadas devem ser próprias para o uso infantil ou indicadas para peles sensíveis. Não utilize matérias primas que contenham parabenos, petrolatos, fragrâncias ou corantes artificiais. Com esses cuidados você cuida de suas crianças cuidando do Planeta!
- EDTA: AMIGO OU VILÃO?
O EDTA Dissódico ou Tetrassódico também pode aparecer nos rótulos de cosméticos e produtos de limpeza com o nome de ácido etilenodiaminotetracético, ou simplesmente EDTA. É um composto orgânico de alta pureza que possui ação quelante, ou seja, é uma substância com capacidade de fixar íons metálicos, formando um complexo (quelato), solúvel e não tóxico. O EDTA tem a capacidade de se ligar aos íons metálicos como cálcio, magnésio, ferro, manganês e cobre, que são elementos comumente encontrados na água, por exemplo, e que se agregam a sua estrutura reduzindo a reação destes metais com outros elementos das fórmulas. Esta ação é importante em uma formulação para evitar alterações nas fragrâncias e na aparência, assim como impedir a degradação de ativos vegetais e diminuir a oxidação. De forma geral, quando usado e armazenado de maneira adequada, ele auxilia na estabilidade da composição, com maior duração de sua validade, evitando a perda de suas funções. Isso é muito importante, pois produtos de limpeza e cosméticos não costumam ser consumidos rapidamente. Mas se ele é uma matéria prima tão útil, por que encontramos tantos produtos que anunciam serem livres de EDTA? Será que ele apresenta algum tipo de toxicidade ou prejuízo à nossa saúde ou ao meio ambiente? A princípio, a resposta é não. A concentração de uso deste componente é muito pequena (entre 0,01 e 0,1%) e ele apresenta baixa toxicidade e absorção pela pele. No entanto, ele pode aumentar a penetração de outros componentes. Ou seja, em si ele não representa risco, mas pode aumentar a toxicidade de outros elementos presentes em uma formulação. Por isso é importante sempre estar atento aos rótulos: um produto pode ser livre de EDTA e representar risco por conter outros componentes tóxicos que teriam sua absorção aumentada. Outros podem conter o EDTA e serem recomendados, por conter matérias primas potencialmente tóxicas pois neste caso o EDTA é um componente amigo que ajuda a conservar o produto. http://www.saberquimica.com.br/produtos-saber-quimica/38-edta-dissodico-2.html https://www.99formulas.com/principais-principios-ativos/edta-dissodico-pele-uso-topico.html https://www.infopedia.pt/dicionarios/termos-medicos/quelante https://www.ewg.org/skindeep/ingredients/702146-DISODIUM_EDTA/ https://www.ewg.org/skindeep/ingredients/706510-TETRASODIUM_EDTA/ https://www.entreapele.com.br/post/2018/08/15/disodium-edta
- Petrolatos
O petrolato é um dos derivados do petróleo cru que, após a desparafinação dos óleos pesados, transforma-se em uma substância gelatinosa incolor ou amarelada. Os produtos petrolatos comumente comercializados são a Parafina liquida, a vaselina, o óleo mineral e o silicone (embora nem todo silicone seja necessariamente feito de petroleo). São produtos de baixo custo e, por isso, largamente utilizados pela indústria de remédios, cosméticos e até alimentos! Sim, é possível que você não soubesse, mas muitas vezes ingerimos derivados do petróleo!! Muitos produtos cosméticos contém petrolatos sob o nome de paraffinum liquido ou óleo mineral com a indicação de conferir aspecto sedoso à pele e maciez aos fios. Sobre essas finalidades há uma polêmica, pois ele passa uma falsa sensação de hidratação, já que dá a impressão de maciez superficial, mas não há função hidratante no óleo mineral pois ele não consegue penetrar nas camadas da pele. Na verdade ele cria uma camada impermeabilizante que dá maciez, mas barra a absorção de outros nutrientes e dificulta a ‘respiração’ da pele. Ele também é cumulativo, pois é pouco solúvel necessitando de surfactantes pesados para sua remoção. Este acúmulo pode entupir os poros da pele e nos cabelos dificulta o crescimento e deixa os fios pesados e opacos. Todo couro cabeludo produz em escalas maiores ou menores uma oleosidade natural, rica em nutrientes. Esta oleosidade muitas vezes é vista como sinal de sujeira e, por isso, as empresas cosméticas fazem uso de sulfatos agressivos que criam abundância de espuma, erroneamente vista como sinônimo de limpeza. Os sulfatos realmente limpam o cabelo de impurezas, mas também retira toda oleosidade natural, imprescindível para a proteção do couro cabeludo e saúde dos fios. Depois temos a necessidade de passar produtos que reponham esta oleosidade, muitos deles com ativos petrolatos. Ou seja, retiramos a proteção e hidratação natural e depois tentamos repor com produtos que não hidratam de verdade, por isso acabamos com os fios ressecados e quebradiços. Diversos petrolatos comumente usados na indústria de higiene são apontados pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como potencialmente cancerígenos. Além disso, possuem alto grau de irritação cutânea, podendo causar alergias. Outro uso comum dos petrolatos são em termoprotetores capilares, os petrolatos são uma mistura de hidrocarbonetos com um ponto de fusão médio próximo aos 37°C, não sendo eficazes para esta função, uma vez que pranchas alisadoras e secadores podem chegar a 180°C. Eles também não são solúveis em água sendo de difícil retirada dos fios, que necessitam de detergentes fortes para remover os resíduos. Pelo mesmo motivo é altamente poluente para rios e lençóis freáticos, uma vez que após a limpeza descem pelos encanamentos e são por fim despejados em rios e corpos d'água. Possuem alta adsorção, ou seja, impregnação nos solos e não são biodegradáveis . A água contaminada é imprópria para uso ou consumo humano. Estudos apontam que determinados crustáceos morrem com exposição a baixas concentrações em apenas dois dias. O uso de substâncias naturais menos agressivas no lugar dos petrolatos traz ainda o benefício secundário de se usar menos sulfatos nas limpezas em geral, sendo muitos dos sulfatos também prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Os produtos cosméticos desenvolvidos pela Magna Mater não utilizam nenhum tipo de petrolato. Veja algumas matérias primas que utilizamos em substituição aos petrolatos: Vaselina – Manteiga de vegetais Óleo mineral – Óleos vegetais variados Silicone e parafina líquida – Silicone vegetal biodegradável. Segue abaixo lista de alguns nomes que os derivados de petróleo podem ter nos rótulos: . Paraffinum liquid; . Mineral Oil/Óleo Mineral; . Petrolatum; . Vaselina; . Isoparaffin; . C12-20 Isoparaffin; . C13-14 Isoparaffin; . Ciclometicone; . Dimeticone . Isododecene; . Dodecene; . Alkane. Para saber mais https://www.ecycle.com.br/2985-petrolato.html http://anaturalissima.com.br/petrolatos-o-perigo-dos-derivados-de-petroleo-nos-cosmeticos/ http://www.medicinacomplementar.com.br/biblioteca/pdfs/Cancer/ca-0414.pdf http://blog.elementomineral.com/ingredientes/verdade-sobre-os-silicones-em-cosmeticos/
- Consumir ou ser consumista
Quanto consumimos? Será que tudo que compramos precisamos? Você tem noção de quanto gasta por mês com supérfluos? E por que precisamos de tantas coisas? Vivemos em uma sociedade capitalista, todos nós sabemos, mas o que isso quer dizer exatamente? Como isso influencia em nossas vidas e hábitos? O capitalismo é um sistema econômico que visa ao lucro e à acumulação das riquezas. Ou seja, é necessário vender produtos para o sistema funcionar. E para vender é necessário que alguém compre, certo? E quem compra é o consumidor. Então todos somos consumidores. Precisamos de comidas, roupas, móveis, e outros bens (materiais ou não..) E o que difere um consumidor de um consumista? Conceitualmente, o consumista é aquele que compra excessivamente, sem necessidade, já o consumidor é caracterizado por comprar o necessário O ato de ser consumista está diretamente relacionado às sociedades modernas capitalistas e seus meios de comunicação. Aprendemos desde cedo que comprar é algo prazeroso, vemos a todo momento pessoas felizes adquirindo produtos em propagandas, novelas, filmes. Somos convencidos que adquirir coisas pode nos tornar pessoas mais completas. De acordo com um estudo do SPC e da CNDL, cerca de 3 em cada 10 consumidores no Brasil consideram as compras como o tipo de lazer favorito. 40,2% dos entrevistados das classes A e B admitem que comprar é uma forma de reduzir o estresse do cotidiano. A sociedade cria padrões de comportamento, onde ter determinados itens demonstram o quão bem-sucedido um indivíduo é. Nos convencem que se obtivermos “AQUELE bem”, seremos enfim, felizes. Mas quando buscamos e alcançamos esse ‘objeto de desejo’ e já almejamos outros, em uma eterna busca inalcançável de uma felicidade material, temos aí um grave sinal de distorção. Outro fator que nos impulsiona a comprar é a chamada obsolescência programada. Esta é uma estratégia dos produtores que consiste em desenvolver produtos com um prazo para funcionar ou que se tornam obsoletos em um curto prazo de tempo. Assim, os consumidores são levados a adquirir versões mais novas do bem ou serviço em questão. Isso ocorre com celulares, por exemplo, que cada vez apresentam mais funções diferentes ou lançam novas frequências de transmissão que os aparelhos mais antigos não são incluídos mas que, em muitos casos, nunca utilizaremos. Outro exemplo são impressoras pré programadas a fazer um número determinado de impressões e máquinas fotográficas que tinham um número limitado de cliques. Falando em máquinas fotográficas este é um item quase obsoleto hoje, pois os celulares agora suprem esta necessidade. O consumismo pode se tornar um vício ou compulsão chamado oneomania. Neste caso as pessoas sentem um prazer ao extremo ao consumir algo, como os viciados em drogas ou álcool, mas ao consumir o prazer acaba rapidamente fazendo com que sinta a necessidade de consumir outra coisa e assim por diante, reflexo de dependências psicológicas e bioquímicas. Existem vertentes de Marketing (sim, já existe o Neuromarketing) que, cientes desses fatores, aliam aos conhecimentos da neurolinguística e da Neurociência, elaborando estratégias que levam em consideração inclusive os hormônios. Desde a testosterona e o estrógeno em suas ações nos processos de sedução e sensibilização, até os ‘hormônios da felicidade’ (dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina) e suas reações com os diferentes níveis de prazer. Tudo isso pode trazer grandes problemas para o indivíduo e sua família, como o endividamento, a acumulação e tem sérias consequências emocionais como depressão e ansiedade. Além disso temos o sério impacto direto na produção de lixo, que já temos consciência das consequências disso. Existem muitas formas de diminuir o nosso consumismo e aumentar nossa autonomia, estando menos passivos. Usar os produtos por mais tempo, consertar produtos avariados sempre que possível e, principalmente, pensar sobre o que realmente necessitamos. Claro que isso nem sempre é simples e fácil. No entanto algumas dicas podem nos ajudar: Evite adquirir coisas por impulso, sempre que possível, aguarde pelo menos de um dia para o outro antes de comprar algo que viu, refletindo como já viveu até agora sem aquele item. Evite ir às compras quando estiver triste, deprimido ou mesmo com TPM! Experimente passear ao ar livre, visitar um amigo ou fazer outra coisa que goste. Avalie sua real necessidade, pesquise sobre o uso daquele produto e tenha certeza que ele atende sua expectativa. Muitas vezes adquirimos coisas que não usamos. Antes de adquirir um produto novo, principalmente em relação aos eletrônicos e eletroportáteis, veja se seu antigo tem conserto ou, caso não tenha conserto, se as peças interessam para técnicos que fazem reparos. Adquira produtos usados, sempre que possível, eles costumam ser mais em conta e evitam a fabricação de novos itens. Isso pode ser feito principalmente com artigos têxteis como roupas, tapetes, cortinas e também com produtos de uso por períodos curtos como roupas e artigos para bebês. Outra frente que expressa nossa relação com o consumo, diz respeito aos nossos relacionamentos. Muitas vezes experimentamos a sensação de estarmos ‘consumidos’ animicamente em um relacionamento ou, por outro lado, procuramos apenas satisfazer nossos anseios imediatos, consumindo o outro. O grau de consciência de si mesmo aliado ao conhecimento para uma avaliação crítica dos artifícios de sedução, possibilita que estejamos presentes em nosso cotidiano, com liberdade de escolha. Afinal, estarmos trancados do lado de fora (“não posso ter”) é tanto quanto estarmos trancados do lado de dentro (“tenho que ter”). Esse bailado de questões aparentemente antagônicas, representa um maravilhoso desafio que se apresenta permanentemente em nossas vidas: agimos ou reagimos? Para entender mais sobre este tema indicamos alguns vídeos: Os delírios de consumo de Becky Bloom The Light Bulb Conspiracy A História das Coisas Criança, a alma do negócio Terminamos assim nossos textos desta série que abordou alguns dos muitos temas ecológicos atuais. Mas continuamos a refletir todos os dias sobre estes e outros pontos. Entendemos que o futuro de nosso planeta necessita de uma revisão total de nossos hábitos diários. E a cada dia devemos refletir e repensar nossas ações conscientes de nossas responsabilidades. Quer ler mais a respeito consulte nossas referências: https://www.politize.com.br/capitalismo-o-que-e-o/ https://rockcontent.com/br/blog/consumismo-no-brasil/ https://www.politize.com.br/consumismo-o-que-e/ https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/30860/como-os-hormonios-influenciam-no-consumo-neuromarketing-desvenda.html
- Primavera
O início da primavera, assim como das demais estações, é definido pelos astrônomos e não pelos meteorologistas, pois tem haver com o equinócio, que é quando o dia e a noite têm exatamente a mesma duração. Isso ocorre devido ao posicionamento médio do Sol em relação à Terra, que é quando os dois hemisférios estão igualmente iluminados e o Sol está incidindo diretamente sobre a Linha do Equador. Seu nome vem de prima vere que quer dizer primeiro verão. Uma outra tradução para prima vere, é Primeira Verdade, que nos reporta para as primeiras revelações que surgem depois da contenção do inverno. Esta estação é marcada pelo início das chuvas e o aumento das temperaturas. Claro, é também a época das flores. Mas não são apenas as flores e o clima que mudam, o comportamento dos animais também se altera. Em locais onde neva no inverno, os animais que hibernam acabaram de acordar e saem em busca de alimento e também é a época de acasalamento de muitas espécies. Os insetos polinizadores ficam mais ativos, já que a oferta de flores aumenta. Mas as mesmas flores que embelezam também são os causadores de alergias pois a alta incidência de pólen no ar pode causar desconfortos respiratórios. É uma estação propícia para se eliminar os excessos. É também um bom momento para começar uma dieta e perder alguns quilos a mais que, porventura, tenha adquirido durante o inverno. O clima costuma ser agradável e convidativo para passeios e exercícios ao ar livre. Dê preferência para os alimentos frescos e doces, evitando os alimentos muito quentes ou muito frios. Para os doces, prefira os naturais, feitos de frutas. É um tempo de transformação, de sair do casulo, despertar da hibernação. É um bom momento para mudar velhos hábitos, transmutar sentimentos estagnados, desapegar de vícios. É o florescer após o inverno. Reza a lenda que há muito tempo atrás, o continente americano era um aglomerado de gelo silencioso e estéril e os homens viviam com frio e medo. Um dia, uma mulher se afastou de sua taba com seu bebê e foi surpreendida por uma terrível tempestade. Desesperada a mulher invocou Tupã e este lhe respondeu: - sobe na montanha mais alta e deixe teu filho tocar o céu com as mãos! Ela então, em meio a tempestade, foi tateando e subindo a mais alta cordilheira que via. Mas sempre que alcançava o topo percebia que existia outra mais alta ainda. Ela já cansada quase desistia, mas ouvia de novo a voz que repetia: - Sobe a mais alta montanha! Enfim, a exausta mulher chegou no alto dos Andes e ergueu seu filho o mais alto que pode. O bebê levantou seus bracinhos e tocou então os céus e a Primavera nasceu! As plantas nasceram verdes e flores desabrocharam para todos os lados, passarinhos cantavam comemorando e os homens puderam se aquecer e se alegrar! http://www.brasilcult.pro.br/lendas/lendas.htm http://www.festascristas.com.br/micael/micael-textos-diversos/51-observacoes-para-a-epoca-de-micael-e-para-a-primavera
- Lixo nosso de cada dia
Quanto lixo você produz por dia? E por mês? Consegue visualizar este volume? E para onde seu lixo é encaminhado? seu lixo, nosso lixo… Nosso. De acordo com a SLU o Brasil produz 1 quilo de lixo por habitante a cada dia, o que corresponde a mais ou menos 78,4 milhões de toneladas por ano! Em geral, existem três destinos para todo o lixo e resíduos sólidos que são descartados: lixões, aterros sanitários e aterros controlados. O lixão é um depósito de lixo, uma área a céu aberto onde se joga e se acumula em pilhas. É o pior tipo de descarte, produz gás e líquidos residuais que são liberados no meio ambiente, atrai animais e pessoas em situação de miséria que acabam vivendo de forma totalmente insalubre. O aterro controlado é um intermediário, geralmente são áreas próximas a lixões que passaram por um processo de recuperação e foram tomadas algumas precauções para reduzir os impactos ambientais. Por fim, temos os aterros sanitários, que são locais preparados para receber e conter os resíduos. O solo é previamente preparado e impermeabilizado para que não haja absorção, há sistema de drenagem de chorume, que encaminha a substância para tratamento e depois o devolve ao ambiente sem oferecer riscos de contaminação. Além disso, é realizada a captação e queima do gás metano liberado.Dentre os sistemas existentes o aterro sanitário é a melhor opção. A reciclagem é um processo de re-transformação de material descartado no mesmo material novo ou outro material. É uma opção ainda melhor para o descarte, de todo o lixo produzido no Brasil estima-se que 30% tenha potencial de ser reciclado, mas apenas 3% é de fato reciclado. Um dos motivos é que apenas 17% da população do Brasil tem acesso a coleta seletiva e destes apenas 50% do que poderia ser reciclado é de fato enviado de forma correta. Mas temos que pensar se o que jogamos no lixo é realmente lixo? Para responder esta pergunta temos que nos fazer outra: o que é lixo? Formalmente consideramos lixo qualquer material sem valor ou utilidade, ou detrito oriundo de trabalhos domésticos, industriais etc. que se joga fora. Ou seja, lixo é tudo que considerarmos lixo. O ser humano é o único ser vivo que produz lixo, pois o lixo é um conceito e depende da interpretação de cada um, se não uso mais e jogo fora, é lixo! Então qual a solução? A solução é diminuir drasticamente nossa produção de lixo! E isso é possível? Sim, é possível! Existe hoje um movimento chamado de Lixo Zero, onde se propõe uma vida sem a geração geração de resíduos, com o encaminhamento correto do reciclável e a produção de adubo com o resíduo úmido. Muitas pessoas já se declaram totalmente lixo zero não produzindo resíduo há mais de um ano. E mesmo que você não consiga chegar neste nível, com certeza com medidas simples é possível reduzir muito a produção de lixo. São 11.355.220 toneladas de plásticos por ano. Consumimos plásticos descartáveis a todo momento: são embalagens, talheres, sacos e sacolinhas, brinquedos, eletroportáteis… E apenas 1,28% é encaminhado corretamente para a reciclagem. Diminuir nosso consumo de plástico é possível com medidas simples: dar preferência para as comidas e utensílios que não são embalados individualmente ou que tenham embalagens ecológicas e reutilizáveis. Sempre levar sacolas de casa na bolsa, recusando receber novas. Optar pelo uso de garrafas de vidro e ter sempre uma garrafinha ou copo quando sair de casa. Evitar compras desnecessárias, por impulso, de brinquedos descartáveis e pequenas bugigangas. Quando for descartar algo, separar adequadamente os materiais limpos e secos. Outra medida que diminui o impacto é a utilização de roupas de materiais naturais como linho e algodão. Hoje existem no mercado roupas ecológicas produzidas com cânhamo (que geram menos impacto ambiental na produção do que o algodão) e até de garrafas pet. Sobre roupas, ainda temos a opção de adquirir roupas semi novas em brechós ou participar de grupos de trocas, prática que tem se difundido onde pessoas se encontram com variados itens em bom estado que não lhe servem mais para trocar por outros itens. Aproveitar bem os alimentos evita o desperdício e ainda gera economia de gastos. Há várias receitas e tutoriais na internet que ensinam maneiras de aproveitar os alimentos integralmente. O que não é possível aproveitar pode ser usado para virar adubo em composteiras e minhocários domésticos. O uso de alimentos in natura e sem embalagens também é um hábito saudável e de geração zero de resíduo, se possível, comprar grãos e outros produtos à granel evitando enlatados e o excesso de embalagens. O uso de fraldas e absorventes descartáveis, que demoram cerca de 500 anos para se decomporem, geram um volume enorme de lixo, estima-se que uma criança use de 3.000 a 4.000 fraldas até o desfralde. Há fraldas ecológicas, feitas de materiais biodegradáveis e também fraldas de pano, as fraldas modernas são práticas e bonitas e dão muito menos trabalho que a maioria das pessoas pensam. Para os absorventes femininos existem várias opções, desde paninhos até coletores de silicone. Alguns dados que podem nos motivar: - Uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica e polui o ar 74% menos. - A natureza leva 2 a 6 semanas a decompor um jornal, 1 a 4 semanas as embalagens de papel, 3 meses as cascas de frutas, 3 meses os guardanapos de papel, 2 anos as bitucas de cigarros, 2 anos os fósforos, 5 anos as pastilhas elásticas, 30 a 40 anos o nylon, 200 a 450 anos os sacos e copos de plástico, 100 a 500 anos as pilhas, 100 a 500 anos as latas de alumínio e um milhão de anos o vidro. Agora que sabemos um pouco sobre o que jogamos fora e como diminuir nossos resíduos, que tal falarmos sobre o que usamos para a limpeza, de nossos corpos e nossa casa? Mas isso fica para a próxima publicação, na quinta-feira (17/09), não perca! RECOMENDAMOS: https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/cidade.html https://www.dinamicambiental.com.br/blog/meio-ambiente/diferenca-lixao-aterro-sanitario-aterro-controlado/ https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-03/brasil-e-o-4o-pais-que-mais-produz-lixo-no-mundo-diz-wwf https://www.ecycle.com.br/component/content/article/67/8127-mascaras-e-luvas-descartadas-de-modo-incorreto-comecam-a-chegar-ao-oceano.html https://aguasustentavel.org.br/publicacoes/blog/53-5-fato-sobre-sustentabilidade-que-vc-precisa-saber https://portal.fmu.br/reciclagem-no-brasil-panorama-atual-e-desafios-para-o-futuro/
- Saúde, corpo e mundo
Quais são nossos limites? O limite do nosso corpo? O limite de nossa casa? Nosso mundo? Até onde vai nossa responsabilidade? Muitas vezes temos atenção ao que comemos, evitando os alimento processados, fazemos ingestão regular de líquidos, enfim, cuidamos de nossa saúde. Mas como separar a saúde de nosso corpo da de nosso planeta se o ambiente está intimamente relacionado com nosso bem estar? Fazemos parte da natureza e a natureza está em nós. E esta relação é tão próxima que temos em nós a mesma porcentagem de água que há no planeta, aproximadamente 70%. O sal que existe em nosso organismo é proporcionalmente a mesma quantidade que há nos oceanos. Somos um micro universo dentro de outro universo, em uma relação simbiótica, o que fazemos ao nosso corpo reflete no mundo e vice versa. Nosso corpo é nossa morada, devemos mantê-la limpa, nutrida, saudável, gostamos de receber carinho e sermos cuidados. Cuidamos de nossas casas e este cuidado deve se estender: pela nossa rua, nossa cidade, nosso país, nosso planeta! Sermos conscientes que o que acontece na Amazônia interfere no clima do país, as coisas se inter relacionam o tempo todo. E o que podemos fazer no nosso micro universo? Somos responsáveis por nossas ações e suas consequências no mundo: o que comemos, o que compramos, o que usamos, o que realmente precisamos. Toneladas de lixo são produzidas todos os dias, podemos reduzir isso com medidas simples como evitar o uso de sacolas e sacos plásticos, aproveitar melhor os alimentos, evitando o desperdício, separar e encaminhar corretamente o lixo. Será que compramos o que realmente precisamos? Com toda a propaganda em volta dos produtos fica difícil entendermos o que necessitamos, estamos sempre sendo convencidos de que precisamos de algo novo para sermos felizes e completos. Consumimos ou somos consumistas? Sabemos o que usamos? A origem dos produtos que ingerimos, passamos em nosso corpo, em nossa casa? Qual o significado de todos aqueles nomes químicos escritos nas embalagens? O que vai embora pelos nossos ralos? E para onde vai? Responder a todas estas (e muitas outras ) questões é o que pode fazer diferença em nossa ação sobre nós mesmos e sobre o mundo! Entender a extensão de nossas intenções é nosso papel enquanto ser pensante que age e modifica o ambiente a nosso favor. Para auxiliar neste processo a Magna Mater se propõe a desdobrar cada um destes pontos, com dicas de ações conscientes de cuidados em todas as nossas moradas! Nesta semana e na próxima teremos postagens especiais nas terças e quintas, não percam!
- Cerrado
O cerrado é o segundo maior bioma da América do sul, ficando atrás apenas da Amazônia. Possui uma área estimada de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Apesar de sua aparência seca, em seu território está a nascente do Rio São Francisco, Prata e Jequitinhonha. É chamado de savana brasileira, caracterizado por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas. É reconhecido como a savana com maior biodiversidade do mundo! Abriga cerca de 11.627 espécies de plantas, destas pelo menos 4400 são exclusivas desse bioma, não sendo encontradas em nenhum outro lugar do mundo. Devido a sua grande extensão seu aspecto de vegetação varia de acordo com a localidade, relevo e clima, variando de formas campestres, como os campos limpos, a formações florestais densas, como os cerradões. Por isso existem dentro do cerrado uma variedade de habitats que abrigam uma variedade muito grande de animais. São cerca de 199 mamíferos, incluindo onças pardas, lobos guarás e tamanduás bandeiras. há ainda muitos peixes, aves, anfíbios e repteis. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. O cerrado foi, depois da mata atlântica, o bioma que mais sofreu interferência dos centros urbanos. Desmatamentos para produção agrícola e criação de animais, assim como para produção de carvão e a ação constante de mineradoras e garimpo diminuem a cada dia a área do cerrado. Em uma tentativa de frear a degradação do território muitos parques foram criados, como o Parque da Serra do Cipó, do Pico do Itambé e da Chapada dos Veadeiros e são ótimas oportunidades de conhecer esta região tão rica e linda. A beleza do cerrado está nos detalhes, para um olhar desatento pode parecer apenas um campo meio seco e com pequenos emaranhados de plantas que parecem apenas mato. Mas… um olhar mais acurado vai revelando a miudeza sutil de um sem fim de detalhes, cores e formas! Na majestosa exuberante de um Ipê amarelo que explode em cor contrastando com o céu de anil do fim do inverno, da delicadeza das mais de 600 espécies de Sempre-vivas que existem no cerrado, na textura cascorenta de um tronco retorcido de uma candeia cheirosa, o gosto peculiar e enebriante dos frutos do pequizeiro. É preciso ter calma no cerrado, ter tempo. Parar, olhar, respirar, sentir o perfume das macelas amarelas que se espalham em touceiras, ouvir atento o som das águas que percorrem pela superfície em lindas cachoeiras e que às vezes somem em grotas e sumidouros e depois re-brotam em meio a pedras amontoadas salpicadas de cactos. Adentrar nas águas geladas de seus rios que, de tão fria, arrepiam a pele e fazem os pensamentos desenrolar em fios que te conectam a terra ao mesmo tempo que te conectam com algo instintivo e ancestral de terras antigas, talvez mares de outrora. https://brasilescola.uol.com.br/brasil/cerrado.htm https://www.mma.gov.br/biomas/cerrado
- Fases e Lua
“A Lua enluarada ilumina o pé da estrada” .. A Lua… Satélite natural da Terra que tanto inspira os poetas quanto os sonhadores! Existem muitas teorias sobre como surgiu a Lua, a mais aceita diz sobre um grande impacto que a Terra sofreu onde um pedaço que se soltou virou a Lua. Pesquisas feitas pela Nasa também abrem a hipótese dela ter sido formada da mesma forma e pelos mesmos materiais que a Terra. Mas o certo é que ela está sempre lá no céu, nos acompanhando, mesmo quando não podemos vê-la! Desde crianças sentimos uma atração pela Lua, como um lugar de fantasia que está perto e mesmo assim inalcançável! Onde moram um dragão e um cavaleiro que travam uma luta eterna. Durante anos grandes potências mundiais travaram um corrida por qual seria o primeiro país a pisar na Lua, ela era vista como o grande prêmio a ser alcançado através da conquista da tecnologia necessária para voar no espaço. Em 1969 o EUA transmitiram para as televisões de todo o mundo como um grande espetáculo, a primeira alunissagem (como é chamado o pouso na Lua). As imagens mostravam o astronauta Neil Armstrong dando os primeiros passos sobre a superfície lunar. Até hoje esta viagem é alvo de muitas discussões e polêmicas aumentando ainda mais o fascínio e o mistério que envolve nosso satélite. A lua está a cerca de 384.400 quilômetros de distância da Terra, esta distância muda muito rapidamente, cerca de 75 metros por segundo ou mais de 1000 km em 6 horas, um dos principais motivos para isso acontecer é o fato de sua órbita não ser circular. O modo com a vemos no céu muda a cada ciclo de 7 ou 8 dias, são as fases da Lua. Isso acontece em decorrência da sua posição em relação ao Sol e ao nosso planeta. São quatro fases: nova, quando não a vemos no céu; crescente quando ela parece um sorriso na noite e, como o próprio nome diz, vai crescendo; Cheia, quando está em seu ápice, redonda e brilhante e minguante quando começa a diminuir até sumir voltando a ficar na fase de nova. Existe entre a Lua e a Terra uma força gravitacional que a mantém em órbita, esta força influencia também a gravidade da Terra. A força age de formas diferentes de acordo com sua fase, alterando as marés e influenciando o crescimento das plantas. Há quem diga que ela interfere no crescimento dos cabelos e até no momento do parto. Muitas datas comemorativas são determinadas a partir da fase da Lua, como a Páscoa, por exemplo, que é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera. A Lua era uma ferramenta importante para nossos antepassados marcarem a passagem do tempo, e por muito tempo foi usado o calendário lunar. Cada fase é um ciclo com características diversas e ao fim de 4 fases tudo começa novamente em um ciclo regular. Temos muito a aprender observando suas fases e internalizando seus ciclos. Entender o porquê de se plantar na Lua nova e colher na cheia. Como a maré alta fica ainda mais alta na lua cheia enquanto na nova quase não se nota diferença, tudo são ciclos! O que dizer ainda de seu mais ilustre habitante? Que em sua presença misteriosa nos ensina em silêncio, com sua espada de Luz, que devemos dominar e não matar o dragão. Ótima inspiração para olharmos para nossas luzes e nossas sombras, com coragem e humildade! Já dizia Cecilia Meireles em seu poema Lua Adversa: “Tenho fases, como a lua. Fases de andar escondida, fases de vir para a rua…” E como é você com a Lua e a Lua com você? Já brincou, cantou, dormiu, chorou, nadou, dançou, com ela? REFERÊNCIAS https://socientifica.com.br/qual-a-distancia-entre-a-terra-e-a-lua/ https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/mitos-verdades-sobre-chegada-homem-na-lua.htm https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2019/02/04/lua-nasceu-de-materiais-da-terra-sugere-novo-estudo-da-nasa.htm https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2014/11/cultivo-biodinamico.html
- Cabelo Infantil
Será que o cabelo das crianças são diferentes dos cabelos dos adultos e necessitam de cuidados específicos? A resposta é sim, com certeza! Quem nunca falou ou ouviu alguém contar sobre o fato de que, quando criança, o cabelo era de outra cor, ou era cacheado, ou liso e agora é o contrário? É muito comum que nosso cabelo mude com o passar do tempo e raramente mantemos o mesmo tipo de cabelo com que nascemos. O cabelo de um recém nascido possui estrutura diferente, não possuindo a parte interna chamada de medula que vai se formando à medida que a criança cresce. Também é comum que o primeiro cabelo do bebê caia nos primeiros meses de vida, sendo substituídos por fios chamados terminais que costuma já ser mais próximos de como os fios serão na fase adulta. Isto ocorre até aproximadamente os dois anos de idade. Outra característica comum nos bebês é que, assim como acontece com a cor dos olhos, a cor dos fios tendem a ser mais claros ao nascer já que o organismo ainda está começando a produzir os pigmentos. Estes fatores em conjunto deixam os fios mais finos e sensíveis, por isso requerem cuidados específicos. Os produtos usados devem ser próprios para o uso infantil, pois possuem fórmulas mais suaves e livres de substâncias alergênicas. No caso de crianças até dois anos, não é necessário lavagens frequentes, já que costumam se sujar e suar menos. No entanto é bom observar cada caso, já que existem crianças que têm a característica de suar muito na cabeça ou são mais ativos e acabam colocando a mão de comida, terra, areia na cabeça. Por isso vale ressaltar que lavar os cabelos não é prejudicial, só se devem tomar alguns cuidados como deixar a água morninha, evitar o contato dos produtos com os olhos e boca, além de secar bem com uma toalha macia. Nas crianças acima de dois anos, ainda são necessários cuidados, especialmente na escolha dos produtos evitando artigos de uso em adultos, que podem causar irritações e conter ativos que se acumulam nos fios deixando-os com aspecto pesado e sem brilho. Para estes maiorzinhos já podemos observar o tipo do cabelo e procurar produtos específicos para cachos, crespos, ou lisos, por exemplo. Até atingir a puberdade, quando os fios atingem sua maturidade estrutural e de pigmento, é importante evitar de deixar os pequenos dormirem ou prenderem os cabelos molhados, pois este hábito pode traumatizar os bulbos e favorecer a quebra. O uso do secador também, deve ser evitado, mas se necessário seu uso esporádico, use na temperatura morna ou fria e mantenha uma distância de 30 centímetros do couro cabeludo. O uso de químicas é totalmente desaconselhável, além do fato que a exposição a este tipo de produtos, podem causar irritações, alergias e até queimaduras. Também existe um fator emocional, pois as crianças nesta idade estão formando sua segurança e auto estima e por isso devem ser estimuladas a se aceitarem como são com consciência de suas belezas e livre de julgamentos preconceituosos e ditaduras estéticas. https://revistacrescer.globo.com/VOCE-E-A-MELHOR-MAE/noticia/2015/05/o-cabelo-do-bebe-pode-mudar.html https://www.uol.com.br/universa/conteudo-de-marca/2019/10/02/salon-line-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-cuidados-com-o-cabelo-infantil.htm
- Sais
Quem nunca ouviu falar daquele marcante banho de mar que nos lavou a alma? Como já compartilhado na publicação anterior (escalda pés) a utilização do sal para banhos, de banheira ou não, e escalda pés é um meio milenar de limpeza dos campos físicos e energéticos. Muitos de nós aprendemos essa prática com nossas avós, naquele dia em que não se sentiu bem durante a infância, e ela te banhou com um preparo de água morna, sal grosso e alecrim do jardim. Essa prática também é muito indicada para a limpeza dos ambientes, como o chão de nossas casas, organismo vivo que nos acolhe. A associação das ervas e/ou das flores com o sal grosso tem a combinação perfeita para um profundo banho renovador, semelhante àqueles que experimentamos no mar ou na água corrente, como de uma cachoeira. As ervas, tais como alecrim, arruda, são conhecidas como fortes meio de limpeza energética. Já as flores, como Macela, camomila, jasmim, lavanda e rosas, acrescenta com sua sutileza para nos acolher e nutrir. Nesse sentido, a canela complementa a ação com sua capacidade de proteção energética, somado ao doce do açúcar, o qual é indicado para o preenchimento dos campos sutis. Com esse entendimento, é possível escolher sais de banho que se encaixam melhor aos processos que estamos vivenciando e qual nossa intenção ao nos banhar. Por fim, a natureza é intuitiva e nos conecta com aquilo que vibramos e criamos abertura. Por isso é uma valiosa oportunidade a conexão profunda com nossa intenção ao realizar essas prática de cuidado. Nesse momento, é possível fazer uma prece verdadeira e sentir-se conectado consigo mesmo. Também podemos imaginar um grande sol dourado nos banhando, preenchendo cada espaço do nosso corpo: onde a água leva tudo aquilo que não nos pertence mais e o sol nutre e preenche todo o espaço que se abre para o novo que está por vir. Bom ritual e bom banho a todos que se sentirem confortáveis com essa prática! Texto de Vitória Leão